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O que está por trás das mudanças do GIA previstas para 2026

  • Foto do escritor: Cesar Augusto Maia
    Cesar Augusto Maia
  • 15 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

O Gemological Institute of America (GIA) anunciou recentemente mudanças no formato e nas informações disponibilizadas em seus laudos. O especialista Cesar Augusto Maia explica.


Haverá mudanças na forma de laudar pedras? Sim, e elas são direcionadas especificamente aos diamantes produzidos em laboratório. Paralelamente, o GIA também está lançando novos relatórios e serviços voltados às pedras coloridas, ampliando seu portfólio de certificações.


Segundo o próprio instituto, mais de 95% dos diamantes sintéticos enquadram-se em uma faixa muito restrita de cor e pureza. Esse alto grau de padronização torna a aplicação detalhada dos tradicionais 4Cs menos relevante para esse tipo de produto. Em outras palavras, o conceito de luxo que distingue os diamantes naturais, marcado pela singularidade e pela diversidade criadas pela própria natureza, não se reproduz nos diamantes industriais, que tendem a ser extremamente semelhantes entre si, perdendo o caráter de exclusividade.


No novo modelo de relatório, previsto para 2026, o laudo passará a indicar de forma clara e destacada que o diamante é produzido em laboratório (“lab grown”). Poderão constar ainda informações como o método de produção utilizado (HPHT ou CVD), bem como eventuais tratamentos realizados após a fabricação.


Essa mudança representa uma adaptação necessária diante da crescente presença de produtos similares no mercado. Diamantes sintéticos, especialmente nas faixas de consumo das classes B e C, passaram a ocupar espaços tradicionalmente associados aos chamados “diamantes eternos” das classes A, exigindo maior transparência e diferenciação técnica.


Perito Maia avaliando gemas

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