por Marcelo Viana de Oliveira
Como se não bastasse à greve dos auditores fiscais, que faz importadores e exportadores terem prejuízos em seus negócios, a situação da VARIG começa a afetar também a pauta brasileira, principalmente as exportações de produtos perecíveis e “leves” que em geral vão para o exterior por via aérea.
O significativo aumento dos custos, com mercadorias paradas em terminais e cancelamento de vôos é fator determinante para a perda de competitividade no cenário internacional, ou seja, todo o trabalho de anos está sendo “jogado fora” por conta de uma conjuntura de fatos – neste caso para pior - com auditores em greve e a maior companhia aérea do país cambaleante.
O cancelamento de vôos faz com que vários setores, que tradicionalmente exportam suas mercadorias por este modal, tenham prejuízos enormes, só para citar um exemplo, vôos cancelados no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, afetam em especial o setor de calçados, onde existiam alguns incentivos e vantagens por parte da empresa, para que as exportações fossem enviadas por via aérea,reduzindo alguns prazos, levando o setor a descartar o transporte marítimo. Considerando a dificuldade da companhia e para cumprir prazos e acordos internacionais, o setor terá de optar por outro modal.
Essa muralha de pedra em que se encontra o setor no momento é devido a uma política inexpressiva e ultrapassada, que revela a ineficiência do governo com a política de comércio exterior brasileiro, onde uma greve praticamente pára um setor tão importante de nossa economia.
É preciso que o Brasil rompa de vez com esta política ultrapassada e acelere a marcha na velocidade que ultrapasse estas pedras e cresça junto com o setor mundial.